
Clara Martins, em prol da harmonia familiar, suportou por anos as injustiças da sogra parcial, da cunhada briguenta e do marido indeciso. Durante a festa de 18 anos de sua filha, a família do marido pressionou a jovem, que estava prestes a prestar o vestibular, a doar um rim para o filho do cunhado — tudo porque não queriam pagar um milhão por um rim externo, além de manifestarem uma mentalidade patriarcal, tratando a neta como mero adereço. Indignada, Clara Martins explodiu de vez. Enfrentando a chantagem moral do marido, as tentativas sorrateiras da família de fazer o teste de compatibilidade e as ameaças de divórcio, ela finalmente enxergou a natureza sanguessuga daquela família. Sem hesitar, cortou os tratamentos médicos que custeava, retomou o imóvel que havia dado à sogra, acertou todas as contas antigas e fez com que os egoístas dos Farias colhessem o que plantaram.